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‘Manual’ para pegar mentiroso: olhar, ansiedade e gagueira ajudam a desmascarar o Pinóquio

 

Desviar o olhar antes de responder algo, se atrapalhar com os detalhes de alguma história ou exagerar num relato são indicativos de que alguém está lhe contando uma mentira. A regra, claro, tem exceção, mas como hoje é o dia oficial da “pegadinha”, prestar atenção aos sinais emitidos por quem está à sua volta pode funcionar como um escudo contra lorotas.
Ferramentas para ajudar a detectar um mentiroso – e que vão além do polígrafo – foram popularizadas por seriados policiais americanos, como o Lie To Me, em que um detetive desvenda crimes analisando micro-expressões faciais e o comportamento dos suspeitos.

A expertise em detecção de balelas está no livro “Mentira: um rosto de muita faces”, lançado em 2016. Nele, Wanderson o autor, conta como aplica a técnica no trabalho de detetive. Em alguns casos, as descobertas vão além da própria fraude, rendendo histórias curiosas.

“Uma vez, ao perguntar à funcionária de uma empresa sobre um colega de trabalho, ela mentiu. Aquilo não tinha relação com a fraude, mas com o relacionamento entre os dois. Eram amantes”, conta.

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PADRÃO
“A mentira se adapta a cada pessoa”, afirma Castilho. Significa que para pegar o Pinóquio no pulo, é preciso descobrir, antes, o padrão daquele indivíduo para alardear as próprias invencionices.
“Com perguntas básicas, com relação ao dia ou à cor favorita, por exemplo, consigo definir como determinada pessoa reage ao falar a verdade. Qualquer coisa que fuja disso pode indicar uma mentira”, explica.
Apesar disso, alguns comportamentos são comuns a vários mentirosos. “Em geral, espera-se que a pessoa que mente dê sinais de ansiedade, como gaguejar, desviar o olhar ou mesmo tentar enfatizar pontos do relato”, afirma Alex Machado, professor do curso de Psicologia da Faculdade Pitágoras de Linhares.
Mas não é apenas o corpo que pode denunciar uma mentira, então é bom tomar cuidado ao ler ou sair escrevendo lorotas por aí. Histórias reais costumam seguir um padrão organizado, já as falsas são mais confusas, com detalhes exagerados e pouco importantes.
“Textos verdadeiros costumam ter 30% de introdução, 50% de desenvolvimento e 20% na parte final. Essa matemática muda completamente em um relato criado”, explica Wanderson.

Hoje em Dia – Belo Horizonte
01/04/2017

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